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	<title>Branding &#8211; R Gabriela</title>
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	<description>Consultoria em Branding</description>
	<lastBuildDate>Wed, 13 Mar 2024 18:59:54 +0000</lastBuildDate>
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		<title>BBB &#124; Uma leitura arquetípica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriela]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Mar 2024 18:54:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Branding]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Big Brother Brasil (BBB) transcende a realidade, transformando-se em um palco de narrativas que se desenrolam a cada edição uma nova história. A casa mais vigiada do Brasil se torna um local ideal para personagens que assumem os papéis de heróis, vilões, fadas, madrinhas e bobos da corte. Um prato cheio para a análise [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O Big Brother Brasil (BBB) transcende a realidade, transformando-se em um palco de narrativas </span><span style="font-weight: 400;">que</span><span style="font-weight: 400;"> se desenrolam a cada edição uma nova história. A casa mais vigiada do Brasil se torna um local ideal para personagens que assumem os papéis de heróis, vilões, fadas, madrinhas e bobos da corte. </span><span style="font-weight: 400;">Um prato cheio para a análise dos arquétipos que permeiam cada passo do programa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é apenas um reality show, mas um reflexo da sociedade brasileira em constante transformação. As diferentes edições do programa servem como um espelho, capturando e amplificando os debates, valores e dilemas que permeiam o país.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dinâmica do BBB se desenvolve </span><span style="font-weight: 400;">por meio </span><span style="font-weight: 400;">da interação entre esses arquétipos. Heróis e vilões se confrontam em batalhas épicas, enquanto fadas madrinhas e bruxas má disputam a influência sobre os demais participantes. Bobos da corte e trapaceiros trazem humor e suspense ao jogo, enquanto príncipes e princesas encantam com sua beleza e carisma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um reflexo da sociedade brasileira em constante transformação. As diferentes edições do programa servem como um espelho, capturando e amplificando os debates, valores e dilemas que permeiam o país.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Temas Relevantes</b></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Diversidade:</b><span style="font-weight: 400;"> O BBB vem se esforçando para aumentar a representatividade de diferentes grupos sociais, como negros, indígenas, LGBTQIA+ e pessoas com deficiência. Isso contribui para a visibilidade e o debate sobre a diversidade na sociedade brasileira.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Racismo e Discriminação:</b><span style="font-weight: 400;"> O programa também expõe casos de racismo e discriminação, gerando debates acalorados e mobilizando a sociedade para a luta por igualdade.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Machismo e Feminismo:</b><span style="font-weight: 400;"> A questão do machismo e do feminismo é frequentemente abordada no BBB, com debates sobre igualdade de gênero, empoderamento feminino e masculinidades tóxicas.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Política e Religião:</b><span style="font-weight: 400;"> Temas como política e religião, geralmente considerados tabus em outros programas, são frequentemente discutidos no BBB, revelando as diferentes visões e crenças presentes na sociedade brasileira.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Cultura Pop:</b><span style="font-weight: 400;"> O BBB também é um termômetro da cultura pop, com participantes que se tornam influenciadores e ditam tendências de moda, comportamento e consumo.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Influência do Público</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O público do BBB não é apenas um espectador passivo, mas um participante ativo na construção do programa. Através do voto, do engajamento nas redes sociais e das reações às diferentes situações, o público influencia diretamente o rumo da história e a trajetória dos participantes.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Impactos na Sociedade</b></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Mudanças Sociais:</b><span style="font-weight: 400;"> O BBB pode contribuir para mudanças sociais ao promover debates sobre temas relevantes e conscientizar o público sobre diferentes questões.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Formação de Opinião:</b><span style="font-weight: 400;"> O programa também pode influenciar a formação de opinião pública, especialmente entre os jovens, que acompanham assiduamente o reality show.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Consumo e Influenciadores:</b><span style="font-weight: 400;"> O BBB impacta o consumo, com participantes se tornando influenciadores e impulsionando marcas e produtos.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>BBB resumo base:</b></p>
<p><b>Líder:</b></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2"><b><i>Arquétipo: Rei/Rainha</i></b></li>
</ul>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2"><b><i>Características: Estratégico, visionário, toma decisões importantes, influencia os demais.</i></b></li>
</ul>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2"><b><i>Exemplo: Tadeu Schmidt (apresentador)</i></b></li>
</ul>
<p><b><i>Anjo:</i></b></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2"><b><i>Arquétipo: Fada Madrinha/Padrinho</i></b></li>
</ul>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2"><b><i>Características: Bondoso, protetor, concede benefícios aos outros.</i></b></li>
</ul>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2"><b><i>Exemplo: Anjo da semana</i></b></li>
</ul>
<p><b><i>Vilão:</i></b></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2"><b><i>Arquétipo: Bruxa Má/Lobo Mau</i></b></li>
</ul>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2"><b><i>Características: Manipulador, intrigante, causa conflito entre os participantes.</i></b></li>
</ul>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2"><b><i>Exemplo: Yasmin,  </i></b><b><i>Leidy Elin, Buda</i></b></li>
</ul>
<p><b><i>Planta:</i></b></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2"><b><i>Arquétipo: Bobo da Corte</i></b></li>
</ul>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2"><b><i>Características: Divertido, descontraído, não se envolve em intrigas.</i></b></li>
</ul>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2"><b><i>Exemplo: Giovana ou Bin</i></b></li>
</ul>
<p><b><i>Estrategista:</i></b></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2"><b><i>Arquétipo: Fiel Escudeiro</i></b></li>
</ul>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2"><b><i>Características: Leal, observador, age estrategicamente para ajudar o líder.</i></b></li>
</ul>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2"><b><i>Exemplo:Davi e Bia </i></b></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Contos de Fadas:</b></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Vampiro:</b>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2"><b>Arquétipo:</b><span style="font-weight: 400;"> Vilão</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2"><b>Características:</b><span style="font-weight: 400;"> Sedutor, perigoso, imortal, representa o lado obscuro da natureza.</span></li>
</ul>
</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Bobo da Corte:</b>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2"><b>Arquétipo:</b><span style="font-weight: 400;"> Trapaceiro</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2"><b>Características:</b><span style="font-weight: 400;"> Inteligente, engraçado, usa a astúcia para sobreviver.</span></li>
</ul>
</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Bela Adormecida:</b>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2"><b>Arquétipo:</b><span style="font-weight: 400;"> Princesa</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2"><b>Características:</b><span style="font-weight: 400;"> Pura, inocente, bela, aguarda o amor verdadeiro.</span></li>
</ul>
</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Lobo Mau:</b>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2"><b>Arquétipo:</b><span style="font-weight: 400;"> Predador</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2"><b>Características:</b><span style="font-weight: 400;"> Perigoso, cruel, representa a ameaça à inocência.</span></li>
</ul>
</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Fiel Escudeiro:</b>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2"><b>Arquétipo:</b><span style="font-weight: 400;"> Herói Leal</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2"><b>Características:</b><span style="font-weight: 400;"> Corajoso, dedicado, protege o herói principal.</span></li>
</ul>
</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Bruxa Má:</b>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2"><b>Arquétipo:</b><span style="font-weight: 400;"> Vilã</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2"><b>Características:</b><span style="font-weight: 400;"> Malvada, invejosa, usa seus poderes para prejudicar os outros.</span></li>
</ul>
</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Comparações</b></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Líder x Rei/Rainha: Ambos assumem posições de liderança e responsabilidade.   </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Anjo x Fada Madrinha/Padrinho: Ambos possuem características benevolentes e protetoras.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Vilão x Bruxa Má/Lobo Mau: Todos representam o lado antagônico e ameaçador da história.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Planta x Bobo da Corte: Ambos possuem características cômicas e leves.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Estrategista x Fiel Escudeiro: Ambos são leais e possuem habilidades estratégicas.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Observações</b></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Os arquétipos não são rígidos e podem se misturar em diferentes personagens.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">As características dos arquétipos podem variar de acordo com a história e o contexto.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Exemplos de comparações específicas</b></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Líder (Tadeu Schmidt) x Rei/Rainha:</b><span style="font-weight: 400;"> Tadeu, como apresentador, guia o jogo e toma decisões importantes, assim como um rei/rainha governa seu reino.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Anjo (Anjo da semana) x Fada Madrinha/Padrinho:</b><span style="font-weight: 400;"> O anjo concede imunidade a um participante, protegendo-o de ser eliminado, como uma fada madrinha concede bênçãos.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Vilão (Participante que gera atrito) x Bruxa Má/Lobo Mau:</b><span style="font-weight: 400;"> O vilão causa conflito e intriga entre os participantes, assim como a bruxa má tenta prejudicar os protagonistas dos contos de fadas.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os arquétipos presentes no BBB e nos contos de fadas são semelhantes em muitos aspectos, mas também apresentam algumas diferenças. Ao analisarmos os personagens e suas características, podemos identificar esses arquétipos e entender melhor como eles moldam a narrativa e o comportamento dos personagens.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Uma Jornada Encantada Entre Heróis e Vilões</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cada edição, o BBB nos convida a embarcar em uma jornada mágica, onde heróis e vilões se confrontam, fadas madrinhas concedem bênçãos e bobos da corte nos divertem com suas travessuras. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Autora: <strong>Rosana Gabriela é jornalista, </strong><strong>especialista em marcas ( pessoais e corporativas) e tendências digitais.</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Marca Pessoal é uma Construção &#124; Como o Branding pode acelerar o seu sucesso?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriela]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jan 2024 12:14:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Branding]]></category>
		<category><![CDATA[Estratégia]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing Digital]]></category>
		<category><![CDATA[branding]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No centro do seu ser você tem a resposta; você sabe quem é e você sabe o que quer. Lao-Tsé Primeiro pilar: Sua Ancestralidade Sou filha de uma baiana arretada que decidiu sair de um casamento abusivo depois de sete anos. Ela casou para sair da pobreza. Minha avó, vendia folhas na Feira de São [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>No centro do seu ser você tem a resposta;</i></b><b><i><br />
</i></b><b><i>você sabe quem é e você sabe o que quer.</i></b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Lao-Tsé</span></i></p>
<p><b><i>Primeiro pilar: Sua Ancestralidade</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sou filha de uma baiana arretada que decidiu sair de um casamento abusivo depois de sete anos. Ela casou para sair da pobreza. Minha avó, vendia folhas na Feira de São Joaquim e não tinha um dos braços, perdeu ainda na infância no Engenho de Cana de Açúcar da família. Minha mãe é uma mulher preta retinta que, entre as poucas opções, escolheu fugir para uma outra cidade, em outro estado. E a escolha foi Brasília, no Distrito Federal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por lá, em meados de 1979, dona Rosália, minha mãe, trabalhou limpando as salas do então Senado Federal, até o dia que lhe perguntaram o que mais ela sabia fazer além de manter seu pano de limpeza sempre tão branquinho, e ela conta que respondeu: tenho curso de parteira e sou atendente de enfermagem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bom, 30 dias depois dessa pergunta, ela estava com uma portaria assinada para trabalhar no recém-inaugurado prédio da FUNAI (Fundação Nacional do Índio), e ela, corajosa, decidiu aceitar o desafio de ir morar em uma aldeia com uma filha ainda bebê em meados de 1982.</span></p>
<p><b><i>Muito prazer, meu nome também é Kadiekê!</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Poucas pessoas sabem, mas a minha primeira infância foi no Alto Xingu em Aldeias Xerente, Carajá e depois uma Krahô, na qual fui batizada, no estado de Tocantins, entre os rios Manoel Alves Grande e Manoel Alves Pequeno, que são afluentes da margem direita do Rio Tocantins, no meio do cerrado. Essa lembrança tem 38 anos, mas uma parte de mim ainda revive sempre que eu preciso me reencontrar. Tive o privilégio de ser amada por eles, vivenciar a sua cultura e ter um nome indígena. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cultura desempenha um papel fundamental na construção da marca pessoal de um indivíduo. Ela não se refere apenas ao pertencimento a um grupo étnico ou nacional específico, mas também à combinação única de valores, crenças, experiências e perspectivas que moldam a identidade de alguém. E isso foi um marco em minha trajetória.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pois foi em um cenário cinematográfico, que vivi dos 9 meses até 4 anos em uma comunidade indígena. eles nos acolheram, minha irmã, eu e principalmente a minha mãe, que passou a ser vista como uma curandeira por eles. Uma mulher no meio do mato com suas duas filhas, convivendo com sucuris e onças. Acho que foi aí que eu entendi que existia uma heroína me criando.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E nesse sentido, a ancestralidade desempenha um papel importante na construção da marca pessoal, oferecendo uma base para a identidade, autenticidade, diferenciação, narrativa pessoal, conexões, inspiração e enriquecimento cultural. Ao abraçar e incorporar nossa herança ancestral, podemos fortalecer nossa marca pessoal e criar conexões significativas com os outros.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b><i>Valor é diferente de preço</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E como é! </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vou te  contar que com cinco anos de casada decidi fazer uma viagem internacional. Tiramos o passaporte, vencemos a ansiedade e fomos. Destino: Roma e Paris, isso virou uma meta e me mantive focada, de junho de 2018 até o dia do embarque em 06 de fevereiro de 2019. Durou 15 dias, sem falar nem mesmo inglês, com medo mesmo. Sonho realizado e uma nova mentalidade desobstruída: sim, posso empreender!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas precisei adoecer para perceber o óbvio. Era Gerente de Marketing, com  15 anos de experiência, em um bom emprego, com um ótimo salário, mas a felicidade não existia! </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mal percebia a realidade do que vivia. Só quem já viveu essa sensação sabe do que estou falando. E só depois de uma burnout e algumas crises de síndrome do pânico me dei conta que estava fora do meu propósito ou missão como muitos chamam. Fiz um acordo no RH da empresa a contragosto do dono da empresa e com o dinheiro do acerto comecei o meu negócio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Networking fez diferença, ganhei a minha logo de uma agência que trabalhei e fiquei por anos. Mas tinha receio de não dar certo, aja terapia para a síndrome da impostora. </span></p>
<p><strong>Mas o que é dar errado? </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De fato empreender no Brasil é um grande desafio para nós mulheres. Foi difícil estruturar o meu plano de negócio, precificar e conhecer as obrigações legais. Um susto atrás do outro, até criar meus pacotes de atendimento. Primeiro consultoria mensal, depois mentoria e consultorias estratégicas. Demorei quase 1 ano para abrir o MEI e ter meus aliados. Depois veio uma contadora, um escritório de advocacia e os parceiros de negócios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foram muitos calotes e testes em relação a minha competência. Participei de inúmeros grupos de empreendedorismo feminino. Alguns praticavam a sororidade, outros estimulavam a competição. Ainda temos um longo caminho pela frente em relação à inclusão e diversidade no empreendedorismo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E tijolo após tijolo, degrau após degrau, consegui sair da faixa de faturamento do MEI e tive que migrar para ME. Lembro que meu primeiro job foi uma loja de roupas, cobrei o equivalente a meio salário mínimo. A cliente exigia tanto. Mesmo assim encarei como aprendizado. E foi mesmo, estava mudando o mindset. Meio que sem acreditar no meu potencial. Me comportei muitas vezes como subordinada e não como uma empresária ou especialista. O não era coisa rara na minha boca. Fiz muita permuta e muitas vezes paguei para trabalhar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O problema disso era que mal percebia o meu valor. Nós mulheres, em sua grande maioria passamos por episódios  de discriminação de gênero, incluindo a falta de acesso a financiamento, investidores e redes de contatos. Isso pode tornar mais difícil expandir os negócios. Também passei por isso! </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitas vezes, caí na armadilha de pensar que o preço de algo era o único determinante de valor. No entanto, ao longo da minha jornada empreendedora, aprendi que esses dois conceitos são muito distintos. O preço é simplesmente o montante em dinheiro que meu cliente precisa desembolsar. Valor é subjetivo e pessoal, tive que voltar ao meu passado para entender o meu próprio valor. O empreendedorismo sempre correu em minhas veias.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b><i>Segundo pilar: Seu Autoconhecimento</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Decidir empreender foi uma escolha corajosa, mas logo percebi que o caminho não seria fácil. Os desafios e as incertezas eram constantes, e muitas vezes me encontrava questionando minhas próprias habilidades e decisões. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi quando, através de livros ( um em especial mais a frente vou falar dele), mentores e introspecção, comecei a explorar a fundo quem eu era como pessoa e como isso influenciava minha jornada empreendedora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aprendi que o autoconhecimento era uma ferramenta essencial que iria me ajudar a navegar pelas águas turbulentas do empreendedorismo com mais clareza e confiança. Comecei a me questionar de forma profunda: </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li aria-level="1"><b><i>Q</i></b><b><i>uais são meus valores? </i></b></li>
</ul>
<ul>
<li aria-level="1"><b><i>Quais são meus pontos fortes e fracos? </i></b></li>
</ul>
<ul>
<li aria-level="1"><b><i>Quais são meus objetivos pessoais e profissionais? </i></b></li>
</ul>
<ul>
<li aria-level="1"><b><i>Como posso alinhar minha paixão com meu empreendimento?</i></b></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao explorar essas perguntas, descobri que não era apenas sobre entender minhas fraquezas, mas também celebrar minhas forças e paixões. Isso me permitiu tomar decisões mais alinhadas com quem eu era, em vez de me conformar com as expectativas alheias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acredito que quando uma mulher empreendedora se conhece profundamente, ela desbloqueia um potencial incrível para criar um negócio que não apenas prospera, mas também a realiza em todos os níveis. Viver meu propósito é ajudar empreendedoras a descobrir que o seu poder pessoal é incrível. Sim, o autoconhecimento é uma bússola que me guiou em meio às incertezas, a âncora que me manteve firme diante dos desafios e a fonte de confiança que me impulsionou a seguir em frente, sabendo que, independentemente do resultado, eu estava alinhada com minha verdadeira essência.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b><i>Terceiro pilar: sua essência</i></b></p>
<p><b><i>“Só aquilo que somos realmente tem o poder de nos curar”. Carl Gustav Jung</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A citação de Jung é um lembrete importante de que para se curar é preciso primeiro conhecer a si mesmo, e para conhecer a si mesmo, necessitamos de coragem e vontade, jornadas internas, podem ser muito longas e intensas. Mas a certeza do meu despertar para empreender aconteceu quando ganhei um livro: O Herói e o Fora da Lei, escrito por Margaret Mark e Carol S. Pearson. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os arquétipos e a sua influência no imaginário coletivo. Ao ler este livro, descobri padrões de comportamento e personalidade.Eles ajudam a criar uma atmosfera cativante para sua marca, tornando-a memorável e envolvente. Na minha mentoria eu convido as mulheres a se reconectar com a sua trajetória seguindo oito passos. Vou te mostrar nesse capítulo como construir sua Marca Pe</span><span style="font-weight: 400;">sso</span><span style="font-weight: 400;">al de forma memorável em oito passos:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b><i>Descubra Sua Autenticidade:</i></b><span style="font-weight: 400;"> Reflita sobre seus valores, interesses e experiências únicas. Utilize recursos como o livro &#8220;O Poder do Hábito&#8221; para identificar padrões em sua vida.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b><i>Defina Seus Valores: </i></b><span style="font-weight: 400;">Avalie suas áreas importantes da vida e identifique seus valores fundamentais usando ferramentas como a Roda da Vida. Liste seus princípios e mantenha-os em mente ao tomar decisões.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b><i>Construa Sua Narrativa:</i></b><span style="font-weight: 400;"> Estruture histórias que destaquem suas habilidades e experiências usando o método STAR. Mantenha um diário para registrar momentos significativos.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b><i>Crie Conteúdo Valioso:</i></b><span style="font-weight: 400;"> Identifique tópicos em alta demanda usando ferramentas como o Google Trends e compartilhe conteúdo que reflita seus valores e interesses.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b><i>Mantenha a Consistência:</i></b><span style="font-weight: 400;"> Planeje e mantenha um fluxo regular de postagens usando calendários de conteúdo. Use plataformas de gerenciamento de mídia social para programar postagens.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b><i>Networking Autêntico: </i></b><span style="font-weight: 400;">Conecte-se com pessoas relevantes em sua área através de redes como o LinkedIn. Participe de eventos e conferências online, sendo autêntica e oferecendo ajuda sempre que possível.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b><i>Mostre Sua Paixão: </i></b><span style="font-weight: 400;">Compartilhe suas paixões e conhecimentos através de blogs, podcasts ou vídeos. Junte-se a grupos de discussão online relacionados aos seus interesses.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b><i>Celebre Suas Conquistas: </i></b><span style="font-weight: 400;">Acompanhe suas realizações usando aplicativos de registro de metas. Compartilhe suas conquistas nas redes sociais para inspirar e motivar outras pessoas.</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">A essência na marca pessoal é a base sobre a qual você constrói sua identidade e reputação. Ela engloba paixões, talentos, propósito e experiências de vida, e é fundamental para criar uma marca pessoal autêntica e impactante. Conhecer e expressar sua essência de forma consistente e coerente é essencial para construir uma marca sólida e duradoura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No início dessa história, eu te contei que já enxergava a dona Rosália como a minha heroína, naquelas aldeias, com duas filhas alojadas em seu corpo, quase uma alegoria. Posso dizer que rompi com as barreiras da minha ancestralidade sendo a primeira em nove gerações, que conseguiu ter acesso a formação de ensino superior e tantas outras oportunidades. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Minha bisavó vendia ervas na Feira de São Joaquim, ou seja, já empreendia cerca de 90 anos antes de mim. Uma neta de escravos alforriados, que vendiam quitutes na Bahia. Elas fizeram isso por necessidade, principalmente de sobrevivência e para conseguir o bem mais precioso que existe: Liberdade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Minha história pessoal, enraizada na força de minha mãe e de minhas ancestrais, me inspira a ajudar outras mulheres empreendedoras a descobrirem e fortalecerem suas próprias jornadas por meio de uma estratégia de branding/marca. Ser mentora nunca esteve nos meus planos. Mas, aprendi que muitas vezes temos que seguir o nosso coração. Me sinto honrada em poder ser uma guia para muitas mulheres.Esse capítulo é uma homenagem às mulheres que vieram antes de mim e uma inspiração para aquelas que estão trilhando seu próprio caminho. Meu convite é: </span></p>
<p><b><i>Deixe a sua marca no mundo! </i></b></p>
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		<title>Marca é sobre cultura, ancestralidade e essência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriela]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Jun 2023 00:56:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Branding]]></category>
		<category><![CDATA[Estratégia]]></category>
		<category><![CDATA[branding]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sobre Cultura: Muito prazer, meu nome também é Kadiekê! Tudo começa com um cheiro de mato, o sabor doce na boca (me contaram que poderia ser buriti com farinha, minha comida favorita), no meio de alguns risos e o barulho do rio. Eu ainda sinto o ar gelado e a sensação dos meus pés descalços [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3><b><i>Sobre Cultura: </i></b><b>Muito prazer, meu nome também é Kadiekê!</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Tudo começa com um cheiro de mato, o sabor doce na boca (me contaram que poderia ser buriti com farinha, minha comida favorita), no meio de alguns risos e o barulho do rio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eu ainda sinto o ar gelado e a sensação dos meus pés descalços correndo pela aldeia, quase que sem roupa alguma, e com os cabelos sempre soltos. Eles me deram um nome: </span><i><span style="font-weight: 400;">fruta amarela</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou </span><b>Kadiekê!</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Poucas pessoas sabem, mas a minha primeira infância foi no Alto Xingu em Aldeias Xerente, Carajá e depois numa Krahô, na qual fui batizada, no estado de Tocantins, entre os rios Manoel Alves Grande e Manoel Alves Pequeno, que são afluentes da margem direita do Rio Tocantins, no meio do cerrado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa lembrança tem 38 anos, mas uma parte de mim ainda a revive sempre que eu preciso me reencontrar. Tive</span><b> o privilégio de ser amada pelos indígenas</b><span style="font-weight: 400;">, vivenciar a sua cultura e ter um nome. Foi nesse cenário cinematográfico que vivi dos 9 meses aos 4 anos. Eles nos acolheram, eu, minha irmã e principalmente a minha mãe, que passou a ser vista como uma curandeira.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_607" style="width: 374px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-607" class="wp-image-607 " src="https://rgabrieladigital.com.br/wp-content/uploads/2023/06/20220213_162329.jpg" alt="" width="364" height="485" srcset="https://rgabrieladigital.com.br/wp-content/uploads/2023/06/20220213_162329.jpg 670w, https://rgabrieladigital.com.br/wp-content/uploads/2023/06/20220213_162329-225x300.jpg 225w" sizes="(max-width: 364px) 100vw, 364px" /><p id="caption-attachment-607" class="wp-caption-text">Eu pequena segurando um brinquedo e minha mãe com a minha irmã pequena nos braços.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b><i>Sobre ancestralidade</i></b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Sou filha de uma baiana arretada que decidiu sair de um casamento abusivo depois de sete anos. Ela casou para sair da pobreza. Minha avó, vendia folhas na Feira de São Joaquim e não tinha um dos braços, perdeu ainda na infância no Engenho de Cana de Açúcar da família. </span><b>Minha mãe, preta retinta, entre as poucas opções, escolheu fugir para uma outra cidade, em outro estado. E a escolha foi Brasília, no Distrito Federal.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por lá, em meados de 1979, dona Rosália (</span><i><span style="font-weight: 400;">mainha</span></i><span style="font-weight: 400;">), limpou as salas do então Senado Federal, até o dia em que lhe perguntaram o que mais ela sabia fazer além de manter seu pano de limpeza sempre tão branquinho.Ela conta que respondeu: </span><b>tenho curso de parteira e sou atendente de enfermagem.</b><span style="font-weight: 400;"> 30 dias após essa pergunta, ela estava com uma portaria assinada para trabalhar na FUNAI (</span><span style="font-weight: 400;">Fundação Nacional do Índio)</span><span style="font-weight: 400;">, </span><b>e ela, corajosa, decidiu aceitar o desafio de ir morar em uma aldeia com uma filha pequena e outra no ventre, em meados de 1982.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Meu pai, Edno, e ela, se conheceram na Funai: amor à primeira vista &#8211; e ele faleceu quando eu tinha cinco anos. Apesar da pouca convivência, é como se, entre nós dois, existisse uma pequena herança simbólica ou código secreto. Ainda guardo um carimbo feito de letras títulos de chumbo, personalizado com meu nome. Ele trabalhou como tipógrafo em 1985 no Jornal do Comércio em Recife-PE. E quando decidi, aos 8 anos, ser jornalista, minha mãe me contou essa história. E por </span><span style="font-weight: 400;">coincidência</span><span style="font-weight: 400;"> ou não, o que um jornalista faz se não contar histórias?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dos cinco aos 12 anos ficamos na capital Pernambucana e de lá começamos a nossa segunda jornada. Nesse período, </span><i><span style="font-weight: 400;">mainha</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi desafiada a pensar no futuro que gostaria de dar para suas duas filhas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na época, ela assistia a novela Sonho Meu e um ano depois pediu transferência definitiva para a cidade de Curitiba, onde a novela era ambientada. </span><b>Levei anos para entender que, na verdade, as mudanças sempre foram atos de coragem e proteção da minha mãe.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Chegamos em uma manhã fria de outono de 1994. Saímos de 32 graus para 10 graus. Passamos alguns perrengues com as baixas temperaturas, a chamar salsicha de “vina” e o tal “leite quente”. Mas sempre com um &#8220;oxe&#8221; no meio disso. Vou te confessar que até hoje essa mistura no dialeto acontece!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A minha bagagem cultural e expressões regionais sempre “afrontaram” os sulistas. Com certeza, o racismo já me atravessou algumas vezes. Principalmente, durante a faculdade de jornalismo &#8211; sim, o sonho virou realidade. A essa altura você já deve ter percebido que a mudança sempre foi sinônimo de “casa” na minha família.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a formatura, fui para Brasília. Com 23 anos pude rever alguns locais de que </span><i><span style="font-weight: 400;">mainha</span></i><span style="font-weight: 400;"> tanto falava, como o prédio da FUNAI.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Retornamos após dois anos para Curitiba, construí durante 15 anos uma carreira na área de </span><i><span style="font-weight: 400;">marketing</span></i><span style="font-weight: 400;"> e comunicação, sempre em cargos de liderança e em diversos nichos, do varejo à saúde, mas logo voltaria a arrumar as malas outra vez. Em 2012, minha mãe se aposentou e eu queria mudar de ares!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O destino foi Salvador, na Bahia. Quê cidade fascinante! Muita música, dança e religiosidade. Morávamos em um casarão no Pelourinho e da minha janela dava para ver a Casa Jorge Amado. Foi lá que conheci o meu marido, durante uma exposição artística, segundo ele, </span><b><i>amor à primeira vista</i></b><span style="font-weight: 400;">. No início de 2013, eu e meu noivo Fernando, voltamos para Curitiba e casamos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b><i>Sobre essência</i></b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Por falar em viagem, após cinco anos do sim, decidimos que a jornada seria internacional! tiramos o passaporte. Isso virou uma meta e me mantive focada &#8211; será que puxei a determinação de alguém? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até que chegou o dia do embarque em 06 de fevereiro de 2019. Foram 15 dias, Roma e Paris, sem falar nem mesmo inglês – e foi com medo mesmo!. Sonho realizado e mais uma quebra de crenças: sim, posso empreender!</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p><b><i>“Só aquilo que somos realmente tem o poder de nos curar”. Carl Jung</i></b></p>
<p>&nbsp;</p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">A citação de Jung é um lembrete importante de que para se curar é preciso primeiro conhecer a si mesmo, e para conhecer a si mesmo, necessitamos de coragem e vontade de fazer jornadas internas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O meu despertar como palestrante aconteceu quando ganhei um livro, e ele me trouxe muitos significados: “O Herói e o Fora da Lei”, escrito por Margaret Mark e Carol S. Pearson. Nele conheci os arquétipos e a sua influência no imaginário coletivo. Padrões de comportamento e personalidade. Entendi que o herói é um ser corajoso que enfrenta desafios e supera obstáculos para alcançar um objetivo nobre.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No início dessa história, eu te contei que já enxergava </span><i><span style="font-weight: 400;">mainha</span></i><span style="font-weight: 400;"> como a minha heroína: uma mulher no meio do mato com suas duas filhas, convivendo com sucuris e onças. Uma alegoria. Acho que foi aí que eu entendi que existia uma heroína me criando. O quanto ela foi destemida ao enfrentar os traumas da violência doméstica e sair em busca de sua essência. </span><b> </b></p>
<p><b>Sou grata por esse legado. Coragem que me inspira e me ajuda a transformar o futuro de muitas mulheres com o meu trabalho!</b></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-601" src="https://rgabrieladigital.com.br/wp-content/uploads/2023/01/IMG_9126-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" srcset="https://rgabrieladigital.com.br/wp-content/uploads/2023/01/IMG_9126-200x300.jpg 200w, https://rgabrieladigital.com.br/wp-content/uploads/2023/01/IMG_9126-683x1024.jpg 683w, https://rgabrieladigital.com.br/wp-content/uploads/2023/01/IMG_9126-768x1152.jpg 768w, https://rgabrieladigital.com.br/wp-content/uploads/2023/01/IMG_9126-1024x1536.jpg 1024w, https://rgabrieladigital.com.br/wp-content/uploads/2023/01/IMG_9126-1365x2048.jpg 1365w, https://rgabrieladigital.com.br/wp-content/uploads/2023/01/IMG_9126-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 200px) 100vw, 200px" /></p>
<p><b><i>Rosana Gabriela Andrade: </i></b><span style="font-weight: 400;">brasiliense, mãe de pet. Jornalista, empresária, especialista em </span><i><span style="font-weight: 400;">branding</span></i><span style="font-weight: 400;">. 2019: pausa na carreira CLT, após 15 anos na área de </span><i><span style="font-weight: 400;">marketing</span></i> <b>para seguir o meu propósito</b><span style="font-weight: 400;">. Criei a R Gabriela, uma consultoria de Branding Digital focada na construção de Marcas.</span><a href="https://www.instagram.com/rgabrieladigital/"><span style="font-weight: 400;"> @rgabrieladigital</span></a></p>
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